Acusado de matar tatuador em São Carlos possui passagem por agressão

Acusado de matar tatuador em São Carlos possui passagem por agressão

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A Cidade On

O delegado Gilberto de Aquino, responsável pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, cedeu entrevista ao Portal ACidade ON de São Carlos na manhã desta terça-feira (4) para comentar o caso em que um tatuador foi morto a tiros após uma discussão de trânsito, no Centro. De acordo com Aquino, o autor do crime Fernando Ganci tem 40 anos e possui passagem na Justiça por crime previsto no artigo 129 do código penal, o qual corresponde a ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.

Gilberto esclareceu que, diferente do que foi informado por testemunhas, não havia crianças dentro do veículo em que estava Fernando, mas sim sua esposa e a sua mãe, as quais foram localizadas pela Polícia Militar e conduzidas à DIG para prestar depoimento. As mulheres confirmaram a história e descreveram detalhes do que aconteceu.

“Elas disseram que o autor [Fernando Ganci] já estava nervo, que acabou de perder o pai há 2 meses. Ele estava com a arma dentro carro, a arma que pertencia ao pai e era guardada como uma espécie de relíquia de família. Fernando estava parado com o carro sinalizando que estacionaria para pagar uma conta de luz no supermercado, enquanto a vitima obstruía a sua passagem. Nesse momento ele [Fernando] desceu do carro, desferiu um soco na cara da vítima e voltou para pegar o revólver e efetuar os disparos”, explicou o delegado.

A arma utilizada foi um revólver calibre 32 e Fernando não possui licença para porte de arma. Segundo os familiares, o homem não tem costume em andar armado, mas carregava a arma naquele momento e acabou perdendo a cabeça.

O delegado afirmou também que o acusado já possui advogada e que pretendia se entregar. “Independente dele se entregar hoje ou não, ele será preso, pois já entramos com o pedido de prisão temporária”, relatou.

Fernando Ganci é empresário, tem 40 anos, casado e é apontado como o responsável por executar o tatuador Marcos Gentil Romero, conhecido como tsunami, na tarde de segunda-feira, ao lado do Terminal Rodoviário.

 

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