Enquanto isso, em São Carlos: Os vereadores falaram e foi assim…

Enquanto isso, em São Carlos: Os vereadores falaram e foi assim…

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Na última sessão da Câmara Municipal de São Carlos, as falas de alguns vereadores deixaram bem claro os acontecimentos, as posições, os planos e outras intenções que estão por vir futuramente e fica claro para você leitor.

Ficou claro também que:

O vereador que não está com o povo é “merdinha. O poder Executivo está tratando os vereadores como merdinha; bóstinha.” Essas colocações marcaram a sessão camarária da última terça-feira (19/03) em São Carlos. Repetitivamente, o “combatente” vereador Leandro Augusto do Amaral, o Leandro Guerreiro (PSB), enfatizou na tribuna.

Aí nos perguntamos: Foi uma afirmação na postura do Legislativo que fica impotente para ajudar a resolver os problemas da cidade ou na postura do Executivo que não consegue ouvir os eleitos do Legislativo? Não perdendo tempo, Leandro Guerreiro chicoteou o ex-deputado federal Lobbe Neto e o ex-prefeito João Otávio Dagnone de Mello, onde o mesmo foi chamado de “pilantra e ladrão” que deveria ser extinto da política.

Continuando com as chicoteadas, Leandro afirmou que o vice-prefeito, genro de Mello, é playboy e passa os limites da vagabundagem.  Ele poupou o prefeito Airton Garcia, mas criticou o diretor das UPAs em São Carlos.

Fala após fala, os vereadores foram se revezando, até que em dado momento, o valor para resolver o problema de “buracos” pelas ruas da cidade foi revelado pelo vereador Marquinho Amaral (PMDB). “Exatos 50 milhões ajudariam os motoristas conduzirem seus veículos pelas ruas da cidade com sorriso no rosto, onde a estrutura dos veículos seriam preservadas ao não ter pela frente verdadeiras crateras.” Disse o nobre vereador com a seguinte frase: “Se não gastasse dinheiro com festas e orgias, dava para recapear.” Como diz o moço da TV: “Olocoooo meuuu!”

Ainda durante a sessão e o expediente das falas dos vereadores, surge uma afirmação que também é uma velha “suspeita”: “Certas secretarias são cabideiros de emprego.” De onde saiu esta frase também saiu a afirmação de que um ex-prefeito, que é proprietário de emissora de rádio, é um “Ratão.” Aí é preciso esclarecer se é um “ratão” chegado num belo queijo ou um “ratão” chegado num belo “meter” a mão no dinheiro alheio.

Ainda falando dos parentes do “ratão” o vereador afirmou que o genro do mesmo, o “ratão” é um vagabundo e que recebe um salário de vice para não fazer nada e ainda concluiu: “Muda a Câmara, mas a merda é a mesma.” Aí lembrei-me  da frase do vereador Leandro Guerreiro e encontrei a resposta para aquela pergunta. Aliás, vamos dar nome aos bois, sempre: Nessas últimas linhas, as palavras foram do vereador Dhony Oliveira Souza, o Paraná Filho (PSB).

Sessão longa, falas longas e expressões que agradam e desagradam, dependendo de quem ouve ou lê. Então continuemos com o vereador Roberto Mori Roda, o Robertinho Mori do PSDB, que deixou no ar em sua fala, a pergunta e suspeita do que realmente acontece em licitações. E agora? Como concluir esta linha? Opa! Vamos esperar uma próxima sessão ou ainda uma denuncia? Isso foi uma pergunta e não uma afirmação. Só para situar os maus intencionados.

Na fala seguinte, da até para dizer que moramos numa cidade “parque de diversões”, pois em sua fala o vereador Rodson do PSDB afirmou que “São Carlos é a cidade do empurra-empurra e que o Executivo não tem políticas públicas.” Até na questão de políticas públicas dá para entender, mas o empurra-empurra fica aonde? Também vamos precisar de outra sessão para entender. Isso é se não ficar também no empurra-empurra.

Aí chegou a vez do vereador Roselei Aparecido Françoso, o Roseli Françoso da REDE falar. Ele não deixou por menos e foi direto perguntando sobre o pagamento do mesmo serviço duas vezes. Aí ele explicou: “contrata empresa para tapar o buraco e depois contrata outra para fazer o recapeamento da rua. Vou investigar e se precisar vamos abrir uma CPI.” disse o vereador que não parou por aí, afirmando que em São Carlos gasta-se mais com cavaletes para sinalizar os buracos do que com o recapeamento. Como dizia o Bóris: “Isso é uma vergonha!”.

E pra finalizar, não tinha tempo para mais ninguém falar, mas o vereador João Batista Muller, o João Muller do MDB, utilizou o tempo da liderança partidária e rasgou o verbo dizendo que São Carlos precisa parar de ser administrada através do Ministério Público, pois “futuramente quem achar que está tudo certo, acabará pagando o preço de acreditar demais.” Aliás, quem foi eleito pelo povo foi o vereador.

Finalizamos aqui os acontecimentos no Legislativo, onde também foram aprovados vários projetos e também elogios foram tecidos para o vereador e deputado estadual Julio Cezar que em 40 dias como parlamentar na ALESP fez mais pela região do que muitos em vários mandatos.

As falas e exposição dos vereadores estão registradas em ATA e gravação nos arquivos da Câmara Municipal de São Carlos e a redação nada mais fez do que reproduzir as mesmas.

 

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