Metalúrgicos dos setores de Máquinas e Eletrônicos aprovam reajuste com reposição da...

Metalúrgicos dos setores de Máquinas e Eletrônicos aprovam reajuste com reposição da inflação

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Os Metalúrgicos de São Carlos aprovaram no domingo (16/10), em assembleia geral, o reajuste salarial para as empresas que pertencem ao Grupo 02 (Setores de Máquinas e Eletrônicos). A proposta de 9,62% foi negociada pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), e corresponde a 6,62% em setembro e 3% em fevereiro, garantindo a reposição da inflação (INPC) para o ano de 2017.

Na base metalúrgica de São Carlos cerca de 130 empresas fazem parte do Grupo 2, o que corresponde a 60 % dos trabalhadores, num total de 10 mil.

As propostas do Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos) e Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)  foram rejeitadas pelos trabalhadores, pois não chegaram ao índice do INPC. Fundição e Estamparia ainda terão a proposta avaliada pelos trabalhadores. Já o Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros) não apresentou proposta até o momento.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e região, Erick Silva, garantir um acordo com reposição do INPC é o diferencial. “No momento de crise como esse, o acordo do Grupo 2 pode ser considerado uma vitória para os trabalhadores.  Vamos encaminhar essa proposta para o restante da base e pressionar os grupos patronais a seguirem o que foi aprovado pela categoria na assembleia. Nossa meta é atingir o INPC, e onde as negociações não avançarem, intensificaremos as mobilizações”, explica.

A Campanha Salarial 2016 tem como tema “Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos”. A pauta começou a ser entregue para as bancadas patronais em 7 de julho, pelos representantes da FEM-CUT/SP e desde então, vêm sendo realizadas mesas de negociação com os grupos para debater as cláusu­las sociais e econômicas. Dentre as reivindicações estão: não à terceirização e à perda de direitos; estabilidade e geração de empregos; reposição integral da inflação mais aumento real, valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas. A data-base é 1º de setembro e estão em campanha 202.213 trabalhadores na base da FEM-CUT no Estado de São Paulo.

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