Prefeitura de Ibaté oferece oficina de Gestão Cultural

Prefeitura de Ibaté oferece oficina de Gestão Cultural

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A Prefeitura de Ibaté está com inscrições abertas para a oficina de Gestão Cultural – Alternativas de captação de recursos para produtores independentes que vão até o dia 16 de novembro.

A oficina será ministrada por Cristina Rangel Nascimento Cris Rangel, licenciada em artes cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto-MG, e as aulas acontecerão de 16 a 18 de novembro, das 18h às 22h, na Escola Apus de Dança, localizada na Rua Arcênio de Chico, nº 68, no bairro São Benedito.

O público alvo para esta oficina são gestores, produtores culturais, coletivos, artistas, agentes culturais e público em geral, sendo apenas 20 vagas para pessoas maiores de 16 anos.

A atividade compreende em presentar mecanismos públicos e privados de financiamento à cultura, como editais e leis de renúncia fiscal; estimular iniciativas na elaboração de projetos independentes e coletivos; inserir conceitos do glossário de política cultural, para melhor compreensão do agente sobre a cadeia produtiva artística e apresentação de cases e debate orientado para construção de pensamento crítico e estímulo às iniciativas coletivas da região.

Cristina Rangel contou sobre a trajetória na gestão e produção cultural. “Comecei a produzir por necessidade ainda na graduação, meu pai me ajudava no aluguel, mas Ouro Preto é uma cidade cara por ser turística. Consegui uma bolsa no setor de eventos na UFOP no segundo semestre e quando vi já estava colaborando nos projetos dos colegas de faculdade. Criei uma mostra de trabalhos finais todo semestre, onde os alunos apresentavam os projetos que desenvolviam em sala de aula, tanto alunos de música como de teatro. Foi minha escola de produção. A gestão veio com a oportunidade de atuar em Ponto de Cultura na zona leste, logo quando cheguei em SP. Uma amiga que compõe uma associação cultural na Vila Matilde me chamou, era o Ponto de Cultura Coral Baobá, que tratava de temáticas de cultura afrodescendentes e educação musical. Comecei alia a entender de editais e como trabalhar com eles e gerir dinheiro público, organizar notas, etc. Fiquei 3 anos lá e depois passei a auxiliar os projetos das agencias na qual trabalhei na sequência. Já se passaram 10 anos”, contou.

Sobre realizar a oficina em Ibaté, Cristina Rangel destacou que vai ser uma oportunidade de apresentar seu trabalho na região onde foi criada. “Sou de São Carlos, saí para estudar em Minas Gerais e fazer Universidade. Voltar depois de 18 anos e oferecer meu conhecimento para a região que fui criada significa devolver toda uma formação cultural que adquiri por aí, no Teatro Municipal como atriz amadora e como estudante de artes em cursos no CDCC. To bem feliz mesmo em poder ser provocadora em Ibaté, incentivar as pessoas a terem iniciativas com seus projetos e entenderem como a mobilização conjunta é fundamental para a comunidade se desenvolver”, disse.

A ideia de realizar a oficina em Ibaté partiu após Cristina Rangel fazer uma parceria com a Poiesis. “Acabei de fazer uma parceria com a Poiesis para um artista que represento, o produtor musical Kastrup. Levamos uma atividade formativa na Mostra Instrumental de Araçatuba e foi muito gratificante. Ironicamente quando me formei educadora em Artes Cênicas, fui oferecer um curso na Oficina Cultural de São Carlos e lá havia um aluno talentoso, inteligente e ligado nas coisas ao redor e ele é nascido e criado em Ibaté. Cultivamos uma amizade grande acompanhando um ao outro, nossos progressos profissionais. Recentemente ele ingressou na equipe da Poiesis. Nos reencontramos em São Paulo e veio a ideia de desenvolver o curso.

Cristina Rangel classifica a região como “riquíssima” culturalmente. “Acho a região riquíssima em manifestações culturais, mas sei o quanto existe um mito em relação a editais e iniciativas que envolvem dinheiro. Botaram na nossa cabeça que o capital é ruim, que se há grandes quantias haverá desvio. Isso depende sempre de como e quem administra.  É bem histórico. Então as minhas expectativas são as melhores, que os alunos/agentes entendam que só se aprende tentando várias vezes e que há várias formas de realizar. Que não temos mais tempo para não nos capacitarmos para realizar os projetos. Só não pode ter medo de tentar, pois as burocracias forma feitas mesmo para não dar acesso. A força de vontade e mobilização conjunta supera qualquer barreira”, observou.

O prefeito José Luiz Parrella (PSDB) acredita que é uma ótima oportunidade para os jovens ibateenses que se interessam pela área cultural. “Estamos trazendo uma oficina muito importante para quem já é ou pretende ingressar no ramo cultural. É uma oportunidade única para a população ibateense e espero que aproveitem ao máximo o que a Cristina Rangel tem para apresentar”, finalizou o chefe do Executivo.

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