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Vergonha! Falta de professores auxiliares nas escolas de São Carlos prejudica alunos com autismo

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Mães de alunos reclamam que a falta de professores auxiliares na rede municipal de ensino em São Carlos tem prejudicado o aprendizado de crianças com autismo, já que elas têm que ter um acompanhamento diferenciado na sala de aula. A prefeitura diz que 60 alunos com autismo são atendidos nas escolas, com a supervisão de 42 professores da educação especial efetivos e oito temporários. Segundo a administração municipal, foram contratados mais 20 profissionais e há a intenção de contratar mais.

O diagnóstico do autismo se dá por meio de observação. Os sintomas aparecem geralmente nos primeiros anos de vida. As características incluem dificuldade na interação, além de padrões repetitivos no comportamento. Existem três níveis de gravidade e, dependendo do nível, é necessário ter um professor auxiliar em sala de aula.

“O professor auxiliar está preparado para identificar as dificuldades que estes alunos estão enfrentando para entender o que está acontecendo, então ele tenta aproximar o máximo possível do que o aluno precisa para estar próximos dos outros alunos”, explicou a psicopedagoga Joelma Burin.

O professor assistente trabalha junto com o professor, mas dá uma atenção especializada para a criança autista. “Não adianta colocar o aluno na sala e ele ficar perdido como meu filho está hoje”, disse a dona de casa Maísa Machado.
O autismo não tem cura, mas o acompanhamento adequado pode trazer qualidade de vida. “O espectro autista só interfere na questão social, então é o nível que ele vai ter de entendimento social com o resto do grupo. Muitas vezes ele tem a capacidade de aprender, mas ele não interage, essa ponte o professor vai fazer”, completou Burin.

O filho de Maísa tem quatro anos e estuda em uma escola municipal no Jardim Beatriz. Ele foi diagnosticado com o transtorno do espectro autista. No fim do ano passado, ela protocolou um pedido no Ministério Público para que o filho tenha um professor auxiliar. Neste ano, um agente escolar o acompanha.”A escola só disponibilizou por enquanto uma agente escolar, só que ela não tem formação específica para auxiliar em outras coisas apesar de ser uma ótima pessoa”, disse Maísa.

A filha da nutricionista Iara Blano tem oito anos e é autista. Nos últimos dois anos, a menina teve um professor auxiliar, mas neste ano não. “Ela não consegue render com as crianças por causa da falta de um professor. Minha filha tem direito a isso, ela tem autismo leve e tem a capacidade de ser alfabetizada, mas precisa de alguém capacitado”, desabafou Iara.

A dona de casa Ariadini Castelani contou que o filho de quatro anos já teve crises na escola e confessou que um professor auxiliar ajudaria nesses casos. Mas este ano o menino só pode contar com o professor responsável por toda a turma. “Ele poderia estar aprendendo, evoluindo, mas pelo contrário, a professora já falou que em algumas coisas ele está bem atrasado”, desabafou a mãe.

A Cidade On

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