Santa Casa de São Carlos registra atendimento ágil e resultados acima da média nacional em casos de AVC em 2025
A Santa Casa de São Carlos alcançou resultados de destaque no atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico ao longo de 2025. Dados do Serviço de Neurologia apontam que a instituição atendeu 392 casos relacionados a eventos isquêmicos cerebrais, com indicadores assistenciais e desfechos clínicos superiores aos parâmetros nacionais.
Do total de atendimentos, apenas 3% corresponderam a casos de AVC intra-hospitalar. O perfil dos pacientes acompanhou a realidade epidemiológica do país, com média de idade de 67,1 anos e gravidade inicial predominantemente leve a moderada. A pontuação média na escala NIHSS foi de 4,5. Os registros mostram ainda que 77% dos casos foram classificados como AVC isquêmico e 26% como ataques isquêmicos transitórios (AIT), evidenciando a capacidade do serviço na identificação precoce e no manejo adequado das emergências neurológicas.
Segundo o coordenador do Serviço de Neurologia da Santa Casa, os números refletem a consolidação de um fluxo assistencial eficiente e integrado. Ele destaca que a agilidade no atendimento, aliada à precisão diagnóstica e ao tratamento dentro da janela terapêutica, tem impacto direto na recuperação dos pacientes e na redução de sequelas.
Entre os pacientes atendidos, foi observada alta prevalência de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica (68%), diabetes mellitus (37%), tabagismo (16%), insuficiência cardíaca e/ou doença coronariana (16%), além de dislipidemia (13%) e fibrilação atrial (6%). O cenário reforça a importância da Santa Casa como referência regional no cuidado de pacientes com elevado risco para eventos cerebrovasculares.
No pronto atendimento, a taxa de reperfusão por trombólise e/ou trombectomia atingiu 30%, superando o índice mínimo recomendado nacionalmente, de 25%. Outro dado expressivo foi o tempo médio porta-agulha de 21 minutos, muito abaixo do limite de até 60 minutos preconizado pelos protocolos. Todos os pacientes passaram por exames de neuroimagem, como tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética, garantindo segurança diagnóstica e precisão no tratamento.
Durante a internação, os indicadores mantiveram alto padrão de qualidade. A taxa de alta hospitalar foi de 91%, acima da média nacional estimada em 79%, enquanto a taxa de mortalidade ficou em 9%, inferior à média brasileira de 10%. O atendimento contou com suporte multiprofissional, envolvendo equipes de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e serviço social, além de acompanhamento em Unidade de AVC sempre que não houve necessidade de cuidados intensivos.
Para a direção da Santa Casa, os resultados refletem o compromisso contínuo da instituição com a excelência assistencial. Investimentos em estrutura, capacitação das equipes e organização dos processos têm fortalecido o papel da Santa Casa de São Carlos como referência regional no atendimento ao AVC, oferecendo cuidado seguro, resolutivo e alinhado às melhores práticas da medicina.
Publicado:por Hozana Gonçalves

