Vítima de estelionato via WhatsApp perde R$ 1.290 em golpe com falsificação de representante jurídico em Ibaté

Uma moradora de Ibaté foi vítima de estelionato após cair em um golpe aplicado por meio do aplicativo WhatsApp. O crime ocorreu na manhã desta segunda-feira (2) e resultou em um prejuízo financeiro de R$ 1.290,00. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do município.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima recebeu mensagens por volta das 10h54 de um número com DDD 11. O interlocutor se passou por um suposto representante jurídico e informou sobre uma falsa decisão favorável em um processo judicial, citando inclusive um número de processo para conferir credibilidade à fraude.
Ainda segundo o registro policial, o golpista encaminhou um arquivo digital que simulava uma petição judicial e solicitou que a vítima realizasse a “conferência” do documento. Na sequência, a conversa foi transferida para outro número de telefone, também com DDD 11.
Por volta das 14h30, o criminoso voltou a entrar em contato alegando que seria necessário o pagamento de uma taxa para a liberação de valores relacionados ao suposto processo. Convencida da veracidade das informações, a vítima realizou um pagamento via Pix no valor de R$ 1.290,00 às 14h36, para uma conta em nome de Stefany Medeiros Semeão, vinculada à instituição financeira Pefisa S.A.
Somente após a conclusão da transação, ao verificar que o beneficiário não possuía vínculo com seu advogado verdadeiro, a vítima percebeu que havia sido enganada.
O caso foi registrado como estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal. O § 2º-A do dispositivo legal prevê pena de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa, para fraudes cometidas por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou comunicações eletrônicas fraudulentas.
A ocorrência foi elaborada pela Polícia Civil de São Paulo. Conforme informado no boletim, a apuração do caso seguirá mediante representação ou requerimento por parte da vítima, que já recebeu cópia do documento oficial.
A Polícia Civil reforça o alerta à população para que desconfie de contatos que solicitem pagamentos antecipados, especialmente quando envolvam supostos processos judiciais ou liberação de valores.

Publicado:por Hozana Gonçalves