Mãe registra boletim de ocorrência após denunciar supostos maus-tratos contra filho em escola de São Carlos
A mãe de um estudante de 13 anos registrou um boletim de ocorrência denunciando supostos maus-tratos contra o filho em uma escola estadual localizada no bairro Jardim Santa Paula, em São Carlos. O caso será investigado pela Polícia Civil com base no artigo 136 do Código Penal, que trata do crime de maus-tratos.
Segundo o registro policial, o episódio teria ocorrido na Escola Estadual Conde do Pinhal. A mãe relatou que foi chamada à instituição após o adolescente supostamente desobedecer a orientação de uma professora para permanecer sentado em sala de aula.
De acordo com o relato, o estudante possui diagnósticos de Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e Transtorno Bipolar, condições que, segundo a família, já eram de conhecimento da escola.
Ainda conforme a denúncia registrada no boletim de ocorrência, o adolescente teria sido submetido a situações consideradas constrangedoras durante o episódio. A mãe afirma que gravou áudios que registrariam falas ofensivas direcionadas ao estudante.
Entre os relatos, a diretora da unidade teria se referido ao aluno com termos como “cínico”, “dissimulado” e “inconveniente”. Já uma coordenadora teria dito que ordenou ao estudante que “calasse a boca” e que poderia fazê-lo chorar diante dos demais colegas, expondo suas dificuldades.
A mãe também afirmou que foi acusada por um profissional da escola de “passar a mão na cabeça” do filho, o que teria sido apontado como justificativa para o comportamento do adolescente. Em outro momento citado na denúncia, uma coordenadora teria comentado com a mãe de outro aluno que o garoto seria “má companhia”.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a responsável afirma ter visto pelas câmeras da sala uma coordenadora apontando o dedo em direção ao estudante de maneira considerada intimidatória. Também teria sido mencionada a possibilidade de uma reunião para avaliar uma eventual transferência do aluno para uma escola militar.
👉Nota da Secretaria da Educação
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a Unidade Regional de Ensino (URE) de São Carlos repudia qualquer tipo de discriminação ou agressão dentro ou fora do ambiente escolar.
O órgão afirmou que um supervisor regional irá apurar a conduta dos profissionais envolvidos. A mãe do estudante também foi convidada para uma nova reunião com a gestão da escola, com mediação da equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP).
Segundo a secretaria, o objetivo é garantir um ambiente escolar harmonioso e adequado para todos os alunos. O caso segue em apuração pela Polícia Civil.
Publicado:por Hozana Gonçalves

