Greve na Engemasa termina após quatro dias com acordo e vitória dos trabalhadores

A greve na Engemasa, iniciada na segunda-feira (17/11), chegou ao fim na terça-feira (25/11), após quatro dias de paralisação. Em assembleia realizada em frente à fábrica, os trabalhadores aprovaram a proposta apresentada pela empresa e decidiram retornar às atividades imediatamente. O movimento foi conduzido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté.
As reivindicações por melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e no Ticket Alimentação motivaram a mobilização desde o início. O acordo aprovado, com validade de dois anos, garante reajuste no Ticket, aumento na PLR e abono de 50% dos dias parados — as demais horas deverão ser compensadas até o final de 2026. Outro ponto assegurado foi a manutenção dos postos de trabalho por 60 dias, período em que a empresa não poderá reduzir o quadro de funcionários.
Durante a paralisação, o Sindicato denunciou práticas consideradas irregulares pela categoria, como o uso de mão de obra terceirizada para suprir a produção, além de problemas relacionados à saúde e segurança do trabalho. Segundo a entidade, havia equipamentos em desacordo com a NR-12 e fornecimento inadequado de EPIs, temas que ainda exigem atenção da empresa.
A negociação avançou na segunda-feira (24/11), quando a Engemasa procurou o Sindicato e apresentou a contraproposta que foi submetida à votação dos trabalhadores. A aprovação ocorreu em assembleia no dia seguinte, marcando o encerramento da greve.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, Vanderlei Strano, o resultado representa uma conquista coletiva.
“Os trabalhadores da Engemasa mostraram organização, unidade e determinação. Saímos vitoriosos desta greve. Parabenizo cada companheiro que permaneceu firme e defendeu os direitos de todos. Essa união permitiu avanços importantes”, afirmou.
O Sindicato reforçou que seguirá acompanhando o cumprimento do acordo e as denúncias apresentadas durante o movimento, especialmente relacionadas à terceirização e às condições de trabalho.
A entidade reiterou seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e a valorização profissional na região.

Publicado:por Hozana Gonçalves